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Home Água

Bacia Hidrográfica e a Importância de Sua Conservação

Por Redação LogicAmbiental
8 de fevereiro de 2016
em Água
Reading Time: 8 mins read
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Bacia Hidrográfica e a Importância de Sua Conservação
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Uma bacia hidrográfica é formada por um conjunto de aclives constituídos pela superfície do solo e de um emaranhado de drenagem constituída de cursos d’água que confluem até chegar ao exutório (ponto de menor cota topográfica onde é direcionado o escoamento). Sendo uma região natural de captação de água precipitada, que a direciona até um ponto comum.

DELIMITAÇÃO, TIPOS E CARACTERIZAÇÃO DE BACIA HIDROGRÁFICA

A forma mais comum de delimitação de uma bacia hidrográfica é utilizar de uma carta topográfica e a partir dela determinar o exutório da bacia. A partir do exutório, levando em consideração as cotas da área, é possível realizar a marcação do curso d´água principal e seus tributário e a partir das curvas de nível conectar os pontos mais elevados dando contorno e limites à bacia.

Figura 1 – Exemplo de delimitação de uma bacia hidrográfica

bacia hidrográficaFonte: Blog geociências

As bacias hidrográficas podem ser diferenciadas a partir das suas dimensões e/ou das suas características geomorfológicas, as bacias podem ser:

  • Bacia elementar: Tem área relativamente pequena, até 5Km², e formam a menor região onde possam ocorrer todos os fenômenos hidrológicos.
  • Bacia representativa: São bacias caraterizadas a partir de aparelhos de registro e observação de fenômenos hidrológicos, situadas em uma região homogênea. Sua área pode variar de 1 à 250Km².
  • Bacia experimental: São bacias onde ocorre estudos detalhados sobre os fenômenos hidrológicos, situadas em região de cobertura do solo e características físicas relativamente homogêneas. Apresentam área menor que 4Km².

Para caracterizar uma bacia são necessários espécies diferentes de dados que juntos expressão a forma, contorno e características gerais da bacia, esses dados servem tanto para sua delimitação quanto para enquadrar a bacia em alguma das categorias vistas anteriormente.

As informações utilizadas para promover a caracterização de uma bacia são denominados dados fluviomorfológicos, que podem ser adquiridos a partir de sensoriamento remoto, imagens de satélites, mapas topográficos e outras fontes de dados geomorfológicos.

As informações mais comuns para se caracterizar uma bacia são: área da bacia, comprimento do rio principal, perfil longitudinal, declividades, índices de forma, densidades, tempo de concentração e hierarquização fluvial.

AS BACIAS URBANAS E RURAIS

Antes de mostrar as características das bacias urbanas e rurais, sendo que elas apresentam alguma espécie de influência antrópica, é importante entender como seria o comportamento de uma bacia natural (sem influência antrópica).

Na bacia natural, grande parte da precipitação pluviométrica é retida em algumas das fases do ciclo hidrológico, sendo que dependendo do bioma onde a bacia está sendo caracterizada os fatores como infiltração, intercepção e evaporação podem assumir papeis fundamentais para que todo o processo hidrológico ocorra com equidade.

Nas florestas tropicais ocorre uma grande ocorrência de interceptação devido à densidade da mesma ser alta e também o escoamento da água que chega ao solo ocorre em quantidades e velocidades baixas devido à presença de serapilheira e do contraste entre a quantidade de água retida para interceptação e da água que chega ao solo, sendo inversamente proporcional essa relação (quanto maior a cobertura vegetal menor é o escoamento superficial).

Conheça as diversas regiões hidrográficas

Regiões Hidrográficas Brasileiras

A taxa de compactação do solo das florestas é baixa, pois não há atividades que propiciem sua densificação, logo a taxa infiltração ocorre em larga escala. Devido à baixa velocidade no escoamento a água que chega ao canais naturais, rios, lagoas apresentam baixo teor de sólidos, que poderiam contaminar e/ou poluir essas águas.

Devido a essas características, as bacias naturais apresentam grande capacidade de acúmulo de água, o que impede a ocorrência de enchentes com potencial destruidor.

Bacia rural: As bacias localizadas em áreas rurais estão em um ambiente bem diferente do natural, sendo que no ambiente rural existe grande área sem cobertura vegetal e compactação do solo (devido a atividades agropecuárias e incidência direta, sem amortecimento, da precipitação pluviométrica).

Devido a essas características ocorre o aumento na velocidade do escoamento superficial e com isso o arraste de sólidos para os cursos d’água, podendo comprometer a qualidade das águas, além do que, o solo compactado tem menor capacidade de infiltração sendo maior a água direcionada para os canais. Não ocorrendo essa distribuição de água entre as fases do ciclo da água os cursos d’água podem exceder sua capacidade e assim provocar alagamentos e enchentes.

Nas bacias rurais pode ocorrer diversos fenômenos de poluição/contaminação dos rios, como por exemplo: o escoamento de substancias tóxicas (agrotóxicos) utilizadas nas lavouras para os cursos d’água; aumento da presença de nutrientes nos corpos d’água, devido ao escoamento acelerado; eutrofização provocado pelo acumulo de nutrientes; erosão das encostas devido a remoção da mata ciliar; assoreamento dos cursos d’água, devido a erosão; além das poluições difusas e pontuais decorrentes das atividades agrícolas.

Bacia urbana: No meio urbano, devido à grande descaracterização ambiental (impermeabilidade do solo, pouca cobertura vegetal, maiores taxas de poluição dos corpos d’água, aterramento de canais naturais, desvio de rios, construção de barragens e outros) ocorre que é baixo o equilíbrio e distribuição da água dentro do ciclo hidrológico, provocando grandes alteração na qualidade das água e também na sua distribuição, taxas e quantidade.

Nas cidades ocorre grande demanda por esgotamento sanitário (quando há), coleta de resíduos sólidos (que nem sempre dispõem de um aterro sanitário, podendo provocar percolação de chorume e contaminar o lençol freático), disposição de efluentes (com potencial poluidor nos cursos d’água) e redes de drenagem artificiais.

Essas características corroboram para que seja grande o acumulo de água nos cursos d’água e também que aumente a poluição/contaminação dos mesmos, pois os efluentes gerados pelas industriais, pelas casas (sumidouro ou rede de coleta de esgoto) e pelas atividades urbanas são dispensados nos cursos d’água e no solo. Se o tratamento desses efluentes não for satisfatório, podem ocorrer poluição do solo, lençol freático e cursos d’água, além de provocar as enchentes e causar sérios problemas na saúde da população.

Devido a uma maior demanda por acumulo de água, principalmente em épocas de grandes chuvas, e o aumento na vazão de escoamento, ocorre a saturação dos corpos d’água, ocorrendo as enchentes nos centros urbanos. Na figura 2 pode observar a relação da quantidade de vazão em regiões com diferentes aspectos ambientais.

Figura 2 – Vazão máximas em diferentes coberturas do solo

vazões em diferentes aspecto

Fonte: UFRRJ

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer desse informe foram levantados alguns aspectos sobre as bacias hidrográficas, suas características e suas alterações de acordo com os diferentes cenários (natural, rural e urbano).

Essas informações tem o objetivo de salientar a importância de uma bacia hidrográfica, pois conhecendo suas características, pode-se conhecer seu funcionamento e as consequências que podem ocorrer se essas características forem modificadas de forma irresponsável e sem planejamento.

Além das consequências no meio rural e urbano, como a perda de qualidade das águas e as enchentes, que estão diretamente relacionadas as atividades humanas, temos as consequências para o meio ambiente e para as outras espécies que vivem na região de uma bacia.

A perda de qualidade da água pode provocar a descaracterização de um curso d’água e/ou lençol freático, morte de vida aquática, impossibilidade de uso da água para finalidades nobres, industriais e turísticas, desequilíbrio entre espécies animais podendo ocorrer extinção das espécies endêmicas e alta proliferação de outros e doenças.

Mas esse cenário não significa que as atividades humanas devam cessar, pelo contrário, devemos continuar a utilizar esses recursos, porém de forma responsável e com planejamento, já existem tecnologias e aparatos legais que podem promover uma estabilização entre o uso desses recursos e o desenvolvimento humano, garantindo a preservação dessas regiões de grande importância para a manutenção da vida.

A lei Federal nº 9.433/1997, conhecida como a Lei das Águas, instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). Os planos de bacias hidrográficas previstos nesta lei, são planos diretores, de natureza estratégica e operacional, que têm por finalidade fundamentar e orientar a implementação da Política Estadual de Recursos Hídricos, compatibilizando os aspectos quantitativos e qualitativos do uso das águas, de modo a assegurar as metas e os usos neles previstos, na área da bacia ou região hidrográfica considerada.

Pode-se citar a Lei Federal nº 12.305/2010, que dispõe sobre o Politica Nacional de Resíduos Sólidos, que dita como se deve lidar com a disposição final dos resíduos gerados nas cidades, afim de garantir o mínimo de impacto ambiental.

A Lei Federal nº 10.257/2001, que é o Estatuto da Cidade, nele se encontram diversos estímulos a sustentabilidade urbana e diretrizes para o planejamento urbano que prevê estudo de impacto urbanístico para grandes obras, retirada de pessoas que moram em regiões alagadas e o plano diretor, que tem como objetivo ser o instrumento básico para o planejamento municipal, podendo ser realizadas melhorias nas redes de drenagem, uso e ocupação do solo, entre outros.

As Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº 357/2005 e 430/2011 que dispõem sobre as condições e padrões de lançamentos de efluentes, sendo essas resoluções que dão as diretrizes para que os efluentes advindos de tratamento de esgoto, industriais e outros sejam dispensados em corpos d’água e/ou solo sem comprometer seu uso e qualidade.

Por fim, é possível garantir a qualidade ambiental desde que sejam colocados em prática os deveres exigidos e também agir com responsabilidade, que vai desde as empresas e órgãos públicos até o cidadão individual.


 Autor

Elizeu Vasconcelos
Consultor Ambiental

Tags: ÁguaBacia HidrográficaBacias RuraisBacias UrbanasEscoamentoImportância da bacia hidrográfica
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Redação LogicAmbiental

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